sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Ah! E o sorriso na cara ainda esconde tanto...

Pergaminhos e mulas de outras vezes malucas, onde hoje hão de servir e lutar, buscam pesadelos mais brandos.
Grandiosa sabedoria popular condizente com os sábios de saudosas épocas, esquecidas pelos historiadores, preocupados com o que não interessa.
Mais fácil um doce colorido na boca a um papelão misturado à água suja do corrego lá debaixo.


Preciosas lições dadas ao vento e tão profundas que o rim parou de funcionar por alguns milésimos de segundo.
Radiosas luzes refletidas daquele sorriso que doutras vezes esteve tão perto.
Mandiocas revolvendo o terreno infértil daquelas terras.
Cavalos marinhos querendo dizer algo, mas com o olhar parecem não conseguir.


As curvas das linhas dos meridanos não dizem nada, apenas que o infinito pode ser finito.
Razões são pensamentos com uma rede de ligações que tem como conclusão uma grande ilusão.
Horizonte de léguas perdidas, daquelas paragens miraculosas e distintas, perfeita a sintonia da dor das profundezas com a alegria dos sóis escaldantes.


Rapidez do movimento de fuga dos perpetuantes dissabores da vida.
Ah! A calmaria ténue de uma lâmina d'água de um lago azul!


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